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Dona de Casa x Bem sucedida

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  Minha ideia era termina os estudos, trabalhar, ser mãe e de quebra ter uma vida social badalada como a de antes. Na pratica, eu não tinha pessoas de confiança para tomar conta do meu filho, e as creches custavam o valor do meu salário, logo fui obrigada a larga o emprego. Bem que tentei termina os estudos, mas no último ano do ensino médio engravidei de novo e dessa vez me afastei da escola por motivos de saúde. Vida Social? Qual é, eu não consigo ficar mais de 2 minutos falando ao telefone, imaginem se conseguiria sair para bater um papo com amigas. É claro que alem de ser mãe, também sou esposa, o que dobra as tarefas. E com tempo acaba que a vida individual de uma mãe fica mais distante.

Mas espera um pouco ai. Eu sou feliz, e por quê? Se tudo que eu planejei deu errado? Se meus objetivos estão longes de serem alcançados? Se minhas decisões se limitam no bem estar dos meus filhos e de minha família?

Li um livro (Equilíbrio, a vida não faz acordos) e esse livro me fez refletir sobre o por que de eu querer tanto ter uma vida, não viver da forma que queria e mesmo assim estar satisfeita. Isso acontece por que essa vida que gostaria de ter na verdade não é a que eu gostaria de viver e sim o que a sociedade impõe para ”mulher moderna”. Sei que Mulheres lutaram para trabalhar, e para ocupar cargos importantes, vejo mulheres se encaixando em profissões extremamente machistas e me orgulho da força delas, que muitas vezes também são mães. Só que o feminismo foi longe demais, transformando a atitude de ser mãe em tempo integral em uma vida “medíocre” e sem reconhecimento, quando na verdade é uma escolha de amor.

Eu precisava ser igual a elas, precisava ser mãe, bem sucedida e ter uma vida invejável. “As mães de hoje conseguem conciliar trabalho, casa marido e filhos” dizia para mim mesma repetidamente para acreditar nessa verdade. O resultado disso foram 3 meses perdidos, um blackout total da minha memória. Tentei fazer tudo ao mesmo tempo, e nenhuma das coisas foram bem feitas. Não aproveitei meu filho, não conseguia trabalhar direito pensando se meu filho estava bem na mão de um estranho, e na escola alem de cochilar, não tinha pique para acompanhar as matérias pela rotina exaustiva. E apesar do esforço fui obrigada a desistir de tudo.

Mas ainda não era uma escolha, era obrigação, não havia outra opção. Me sentia envergonhada (olha que besteira) de ser uma mãe dona de casa. ” Logo você tão nova e com um futuro tão promissor”, me diziam pessoas bem intencionada, afinal elas também estavam contaminadas pelo pensamento da “mulher moderna”. Com o tempo, vendo meus filhos crescendo, desenvolvendo e eu fazendo parte de cada momento. Podendo educar e tendo em mãos o poder de forma um ser humano, pensei “Isso não pode ser ruim” é lindo.

Eu posso dizer que sou uma Mãe dona de Casa Bem sucedida, eu estou formando dois homens de caráter para a sociedade de amanhã, eu estou acompanhando cada passo do desenvolvimento deles, eu sou uma peça indispensável na vida deles, eu cuido e conforto e corrijo na hora necessária, e tenho a capacidade de perceber qualquer mudança negativa. Eu fiz a escolha de ser mãe em período integral, de fazer disso minha profissão e me orgulho disso.O resto fica pra depois, terei tempo, mas meus filhos estão crescendo agora e é essa a hora que mais precisam de mim. Eu só quero olhar pra trás, bater no peito e dizer missão cumprida.

Quanto as mãe que vivem de status, e procuram ser mulheres bem sucedidas, profissionalmente falando, que seja por escolha, que seja por amor, não por ter sido influenciadas pela teoria da “mulher moderna”. Cada um tem o direto de viver como deseja, sem que seja julgada pela sua escolha. Falta um pouco de respeito para o meio de vida do proximo. Você sempre sera uma mãe dona de casa e sempre sera bem sucedida não importa em qual sentido falemos. Se você priorizar o que realmente importa sei que sera feliz, ignoremos opiniões e julgamentos maldosos ❤

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